Naquele momento inusitado o barulho da chuva rompia o silêncio da madrugada, o céu despejava as águas guardadas nas nuvens, que antes eram apenas vapor condensado na atmosfera. Os ventos sopravam ritmados sacudindo os galhos das árvores de todas as idades, tamanhos e espécies, expondo o dominando do cenário. A temperatura declinava gradualmente enquanto o mar parecia enfurecido com fortes arrebentações das ondas.
A natureza se mostrava eclética e imprevisível, mas sempre bela e inovadora. Na segurança dos meus aposentos, um privilegiado observatório, assisti pela janela descortinada as belezas das chuvas e o destino das águas, até que o sono me convidou para dormir e me guardou contente até o amanhecer.
(Wellington Florêncio)

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